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Indaiatuba, 03 de Junho de 2020
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Publicado em 21/05/2020 às 15:31:00
Por: Dra. Laura Deltreggia - Pneumologia
Categoria: Notícia em Destaque
Orientações a pacientes do grupo de risco para desenvolver a COVID19 Conclui-se que em uma doença que não temos um tratamento eficaz ou profilaxia pe


O início de 2020 surpreendeu a população mundial com uma nova pandemia viral, a COVID-19. Desde a descoberta da doença até o momento muito tem-se discutido à respeito da forma de propagação, os sintomas, o tratamento e principalmente o grupo de risco que poderá desenvolver os casos graves da doença. Essa discussão se torna pertinente à medida que a população que desenvolve os casos graves da doença pode necessitar de tratamento em Unidade de Terapia Intensiva, podendo ficar nesse ambiente por um longo período, e assim sobrecarregar os sistemas de saúde tanto público, quanto privado.
De fato, foi possível assistir de forma consternante a disseminação da doença em países como a Itália e a Espanha, e no momento nos Estados Unidos, e a maneira como ela está dizimando, principalmente a população de risco. Nesta, inclui-se indivíduos idosos; pessoas portadoras de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e HIV; indivíduos que tenham doença pulmonar respiratória crônica, como é o caso da asma, DPOC, fibrose cística e bronquectasias, uma vez que, esses pacientes já apresentam uma condição pulmonar fragilizada. Além disso, devem ser incluídos ao grupo de risco de desenvolver a doença os profissionais de saúde e pessoas que estejam em situação de risco, como moradores de rua.
Com relação à população jovem e sem comorbidades, esta é a que tem melhor prognóstico caso desenvolva a doença. Na grande maioria dos casos a doença apresenta-se de forma indolente, semelhante a um quadro de infecção de vias aéreas superiores, onde se tem febre, dor em orofarinage, tosse, coriza, anosmia e mal estar que duram poucos dias, não lhes provocando a necessidade de buscar atendimento especializado, diferente da população de risco que pode evoluir com complicações graves com piora dos sintomas à partir do décimo dia do início dos sintomas, com necessidade de internação em Unidade de Tratamento Intensivo e suporte ventilatório invasivo.
Até o momento não existe tratamento para a doença. Algumas medicações tiveram seu uso sustentado em ambiente hospitalar a critério médico como é o caso da cloroquina, hidroxicloroquina e a azitromicina, porém, ainda não existem evidências científicas suficientes que corroboram o uso rotineiro e como consenso. Não obstante, nos casos graves que evoluem com insuficiência respiratória, observou-se que o uso de anticoagulantes pode ser eficaz em alguns casos, sendo ainda necessário mais estudos, e também, com indicação caso a caso.
Dessa forma, conclui-se que em uma doença que não temos um tratamento eficaz ou profilaxia pela vacinação, a única forma de evitá-la é através do distanciamento social, uso de máscaras respiratórias e higienização das mãos. É recomendado que as medicações de uso rotineiro não sejam suspensas, que a vacinação contra influenza seja realizada na população e principalmente no grupo de risco, por se tratar de indivíduos que desenvolveram mais complicações.