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Indaiatuba, 15 de Novembro de 2019
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Publicado em 20/09/2019 às 00:00:00
Por: APM - Doenças
Categoria: Notícia em Destaque
Delirium


Delirium é definido como um estado de rebaixamento do nível de consciência, de início súbito ou de evolução rápida, com flutuações e pode estar associado com agitação e alucinações. Ocorre mais comumente em idosos com baixa reserva cognitiva, como complicação de outros distúrbios, sejam eles infecciosos, tóxicos ou metabólicos.
De maneira geral, as manifestações dos diferentes insultos ao organismo em idosos tendem a se apresentar de maneira inespecífica, usualmente com descompensação em órgãos de menor reserva; no caso dos idosos com demência, o cérebro seria este órgão-alvo, sendo o delirium uma manifestação comum nesse grupo de pacientes. .
O fator precipitante mais comum é a infecção (16-67% dos casos), com a pneumonia e a infecção do trato urinário sendo as principais etiologias. Distúrbios hidroeletrolíticos (sódio, potássio e cálcio) e acidobásicos, desidratação, meningite, abstinência de álcool e desnutrição vêm em seguida. .
Fatores de risco predisponentes: idade >70 anos, diagnóstico prévio de demência, imobilidade, Doença de Parkinson, perda de funcionalidade, condições coexistentes diversas (doença renal, hepática, cardíaca), alterações visuais ou auditivas, depressão, acidente vascular cerebral prévio, abuso de álcool, polifarmácia, sexo masculino e história prévia de delirium. Algumas drogas também podem causar delirium em idosos como os benzodiazepínicos, opioides, sedativos hipnóticos, anti-histamínicos, anticolinérgicos, anticonvulsivantes, antidepressivos tricíclicos, bloqueadores H2 de histamina, agentes antiparkinsonianos, antipsicóticos e barbitúricos. .
Características essenciais para o diagnóstico de delirium: Alteração na atenção, evolução em período relativamente curto de tempo, novas alterações cognitivas (memória, linguagem, desorientação, percepção), as alterações não podem ser explicadas pelas condições preexistentes do paciente, evidência na história, no exame físico ou em exames complementares de condições que poderiam precipitar delirium. As principais medidas a serem tomadas em pacientes com delirium são a identificação (através da história, exame físico e exames complementares) e o tratamento dos fatores precipitantes. .
Para o tratamento, a abordagem não farmacológica é uma estratégia de primeira linha e são fundamentais: Interrupção ou redução da dose de anticolinérgico e drogas psicoativas, controle da dor e outros sintomas que possam estar incomodando os pacientes, envolvimento dos familiares para reorientação e conforto, abordagem para sono e relaxamento e criação de ambiente tranquilo, suave e quente. .
O tratamento farmacológico pode ser com: haloperidol, risperidona, olanzapina, quetiapina e lorazepam, sendo cada paciente analisado individualmente para sua abordagem.