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Indaiatuba, 15 de Novembro de 2019
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Publicado em 20/09/2019 às 06:40:00
Por: Sirlei Vinagre Gruppi - OAB/SP 173.075
Categoria: Notícia em Destaque
Outubro Rosa – Como surgiu?


Associar cores aos meses tem sido uma importante ferramenta para conscientização da população em relação a temas referentes a saúde como: saúde mental, autismo, câncer de próstata, entre outros.
Tudo começou com o Outubro Rosa, criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. Um ano depois, todos os participantes da Corrida de Nova Iorque receberam um laço Cor-de-Rosa, foi assim criado o símbolo tão famoso desse mês. Com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer mais frequente em mulheres, excluindo câncer de pele não melanoma, essa campanha internacional proporciona maior acesso aos serviços de diagnóstico, como a mamografia, levando a um diagnóstico precoce e contribuindo para a redução da mortalidade.
Praticamente 30 anos se passaram e quais foram as mudanças neste cenário?
Informações através de palestras, aulas, corridas para conscientização, campanhas para arrecadação de fundos, são ações frequentes neste mês. Mesmo assim, dados do INCA mostram que a incidência do câncer de mama tem aumentado na maioria das regiões do mundo, entretanto nos países desenvolvidos, a incidência atingiu estabilidade seguida de queda na última década, com taxas de mortalidade apresentando uma tendência de declínio desde o final da década de 1980 e início de 1990, consequência de uma detecção precoce por meio de rastreamento populacional e terapias mais eficazes.
Em relação ao diagnóstico precoce, a tecnologia avançou muito: aparelhos de mamografia CR (Computed Radiography Mammography) praticamente não são mais fabricados dando lugar a aparelhos DR (Full Field Digital Mammography) com melhor resolução de imagem, menor radiação e mais conforto para o paciente. Em grandes centros há tecnologias ainda mais modernas como a tomossíntese, também conhecida por mamografia 3D e mamografia com a ferramenta CAD (computer Aided Diagnostic), a qual detecta lesões auxiliada por um computador, uma das bases para Inteligência Artificial no campo da radiologia. No campo da ultrassonografia há aparelhos cada vez mais tecnológicos para imagem da mama como a ultrassonografia automatizada com aquisição de imagens e interpretação pós processamento pelo radiologista em uma estação de trabalho.
Esses avanços tecnológicos, no entanto, são caros e não acessíveis para a maioria da população, porém uma simples mamografia quando bem indicada, com técnica adequada e com uma boa interpretação das imagens já é o suficiente para o principal objetivo do Outubro Rosa: diagnóstico precoce do câncer de mama e consequentemente redução de sua mortalidade.
Dra. Carla é radiologista e especialista em mama na DX Diagnóstico por Imagem.