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Indaiatuba, 21 de Setembro de 2019
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Publicado em 26/07/2019 às 10:43:30
Por: Dr. Nelson Chamma Capelanes - Oftalmologista especialista em Retina e Vítreo
Categoria: Notícia em Destaque
Retinopatia da Prematuridade


A Retinopatia da Prematuridade (RP) é uma doença vasoproliferativa da retina que afeta bebês prematuros extremos expostos a altas concentrações de oxigenoterapia. Bebês nascidos antes de 32 semanas ou com peso ao nascer inferior a 1500g (expecialmente se foram expostos à oxigenoterapia por longo período) devem ter sistematicamente um exame de mapeamento de retina realizado por especialista. Embora não totalmente compreendida, a fisiopatologia da RP é considerada um processo de duas fases. A primeira fase ocorre entre 22 a 30 semanas de vida, quando o bebê prétermo nasce e começa a respirar. O aumento da tensão de oxigênio na retina leva à diminuição da produção de fator de crescimento (VEGF) e IGF-1. Baixos níveis de VEGF e IGF1 levam à cessação do crescimento dos vasos retinianos. A segunda fase começa entre 31 a 34 semanas de vida, caracterizada por desorganização da retina e crescimento vascular anômalo. Este processo é devido ao aumento de fatores de crescimento secretados pela retina isquêmica (particularmente VEGF e IGF-1). A classificação da RP depende da extensão anteroposterior do envolvimento (do centro para a periferia: zonas I, II e III), sua extensão em 30º (em sentido horário) e seu estágio (estágio 1 a 5). A doença “Plus” é definida como dilatação e tortuosidade dos vasos sanguíneos da retina no pólo posterior e representa um importante fator de risco para uma rápida progressão desfavorável. A maioria dos pacientes irá se recuperar espontaneamente, mas os pacientes com alto risco de progressão precisarão de tratamento para prevenir o descolamento da retina e a cegueira. As indicações para tratamento são doença limiar e doença pré-limiar tipo 1. O tratamento atual de escolha é a ablação retiniana periférica com laser transpupilar, mas pode-se usar a crioterapia externa. A injeção intravítrea de inibidores do fator de crescimento endotelial vascular pode ser uma opção terapêutica atraente e está atualmente sendo o foco de dezenas de estudos internacionais. Após o tratamento com laser, os desfechos desfavoráveis ocorrem em apenas 9 a 14% dos olhos, mas ao preço da destruição da retina periférica. Para todos os pacientes prematuros que apresentem os fatores de risco citados, um exame de mapeamento de retina deve ser assegurado até que a vascularização completa da retina tenha ocorrido.

 

 

Referências : Bashinsky, A. L. (2017). Retinopathy of Prematurity. North Carolina Medical Journal, 78(2), 124–128.doi:10.18043/ ncm.78.2.124 Broxterman EC, Hug DA. Retinopathy of Prematurity: A Review of Current Screening Guidelines and Treatment Options. Mo Med. 2016;113(3):187–190. Dogra, M.R., Katoch, D. & Dogra, M. Indian J Pediatr (2017) 84: 930. https://doi.org/10.1007/s12098-017-2404-3 Quimson, Socorro Kintanar, BSN, RNC-NIC Retinopathy of Prematurity: Pathogenesis and Current Treatment Options Neonatal Network Vol 34 Issue 5 DOI: 10.1891/0730-0832.34.5.284